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Programa 64/774 – 27-08-11 (Reprise)
Ed Motta fala sobre sua relação musical com o cinema e a paixão pelas trilhas sonoras.
David Tygel apresenta sua visão sobre o processo criativo de um filme e como trabalha a trilha sonora dentro desta criação coletiva.
Destaques do programa Revista do Cinema Brasileiro nº 64/774 (11/02/2012 | REPRISE)
Programa - 04/714 - 15/05/10
REVISTA - O Som e a Fúria do Grande Tim Maia

Sebastião Rodrigues Maia nasceu na Tijuca, no Rio de Janeiro. Filho de uma família numerosa, o pequeno grande Tim, desde a adolescência, já alimentava ambições maiores que aquele bairro provinciano do Rio de Janeiro poderia oferecer. Na adolescência ele partiu em busca do sonho americano com doze dólares no bolso em uma viagem com roteiro incerto. Começa aí uma trajetória inacreditável, marcada por uma boa dose de loucura e muito, muito suingue.

A biografia O som e a fúria de Tim Maia, escrita de forma irresistível por Nelson Motta, é um prato cheio para o cinema, um roteiro pronto de comédia musical, com algum drama, que não chega a doer, já que o coração ferido pode ser revertido em risada no capítulo seguinte, diante da inenarrável vocação que o velho e bom Tim tinha para ser original e divertido.
O diretor Mauro Lima, que mostrou do que é capaz com Meu Nome não é Johnny, é o feliz detentor dos direitos de levar o livro para as telas. Será ele quem vai contar no cinema a vida as vezes delirante e sempre interessante de Tim.

Mauro disse na entrevista à Julia aqui no estúdio do Revista, que o que mais o atraiu no livro foi o início da epopéia do cantor, quando ele começava a se transformar no mito Tim Maia, de voz poderosa, imenso coração e uma polêmica relação com as cláusulas contratuais. Começava ali a nascer um artista que batalhou muito para conquistar um lugar à sombra e passou por poucas e boas até se firmar como um ídolo que tem até hoje um público apaixonado, que chora ao ouvir a sua voz potente cantando as dores e prazeres de quem ama para valer.

Tim Maia conseguia unir em seu repertório o melhor da música negra, que ele viu correr nas veias da América pobre enquanto esteve nos Estados Unidos, à mais doce balada romântica. Com pérolas como o disco da fase Racional, em que ele reinventou a sua vida e a sua música, em um som único, sofisticado e surpreendente.

O filme de Mauro Lima não tem data para ficar pronto, mas quem já leu o livro de Nelson Motta (e não foi pouca gente, o livro vendeu muito) já tem o seu filme na cabeça, e melhor, com uma bela trilha sonora.

Por Roberta Canuto


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