O caminho para descrever o trabalho de Cao Guimarães é o da particularidade. Por mais que alguns textos críticos tentem qualificar e agrupar a sua obra à de outros nomes de sua geração, este esforço em direção à zona de conforto da crítica se faz impossível.
Artista plástico conceituado, com obras expostas e adquiridas por templos da arte contemporânea como Tate Modern, Guggenheim Museum, Museum of Modern Art NY, Gasworks, Frankfurten Kunstverein, Studio Guenzano, Galeria La Caja Negra e Galeria Nara Roesler, Fondation Cartier Pour l’art Contemporain, Tate Modern, Walker Art Center, Guggenheim Museum, Museu de Arte Moderna de São Paulo, MOMA NY, Instituto Cultural Inhotim, entre outros, Cao encontrou no cinema igual sucesso, com filme premiados em festivais de renome como Locarno (2004, 2006 e 2008), Mostra Internazionale d'Arte Cinematografica di Venezia (2007), Sundance Film Festival (2007), Festival de Cannes (2005), Rotterdam International Film Festival (2005, 2007 e 2008), Festival Cinema du Réel (2005), Festival Internacional de Documentários de Amsterdam – IDFA (2004), Festival É Tudo Verdade (2001, 2004 e 2005), Las Palmas de Gran Canaria International Film Festival (2008), Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (2004 e 2006), Festival do Rio (2001, 2004, 2005, 2006), Sydney International Film Fetsival (2008), entre outros.
O absoluto reconhecimento nas duas searas não roubou a alma da obra de Cao Guimarães, ela continua fiel à liberdade e à uma experimentação que exala frescor, fazendo dele um dos artistas mais inventivos e admirados de sua geração.
O documentário, seu território primordial, ganhou nos últimos anos um subgênero: o doc mineiro, parte desta subdivisão na seara criativa se dá pelo viés particular da obra de Cao, matriz para uma nova geração que se formou posteriormente em Minas. De seus filmes veio a força criativa para uma ruptura bem vinda no calcificado território sem riscos eleito por boa parte das nossas ficções.
Por Roberta Canuto







