Sábado às 20h30, com reprise
na terça à 1h na TV Brasil
(Canal 2, 18 NET, 116 SKY)
DIRETO DO TWITTER: 

Programa 64/774 – 27-08-11 (Reprise)
Ed Motta fala sobre sua relação musical com o cinema e a paixão pelas trilhas sonoras.
David Tygel apresenta sua visão sobre o processo criativo de um filme e como trabalha a trilha sonora dentro desta criação coletiva.
Destaques do programa Revista do Cinema Brasileiro nº 64/774 (11/02/2012 | REPRISE)
Programa - 20/730 - 04-09-10
REVISTA - Festival de Gramado se aproxima dos 40 apostando no Cinema Autoral

Com trinta e oito anos de história, o Festival de Cinema de Gramado está se reinventando. Nascido do sonho de um grupo de críticos de cinema gaúchos, o Festival era a principio uma grande reunião de cineastas, críticos e artistas, que tinham como cenário uma bucólica cidade da serra gaúcha. Por este sonho passaram alguns dos mais importantes filmes e cineastas do cinema brasileiro da década de 1970 e início de 1980, vieram também convidados estrangeiros ilustres, como o mestre Michelangelo Antonioni.

Mas veio a década de 1980 e por final os anos noventa, o Festival sentiu o abalo sísmico que as pornochanchadas e o fim da Embrafilme causaram ao cinema brasileiro, Gramado então abriu as portas para o cinema latino. Sábia decisão, o evento fez passar pelo Palácio dos Festivais obras célebres realizadas no Cone Sul.

Com a retomada do cinema brasileiro, Gramado assumiu uma vocação que desde sempre tangenciava o Festival: o turismo.

O Festival deixou então de ser um ponto de encontro de bom cinema para ser um espetáculo que provocou muita histeria às margens do seu tapete vermelho, protagonizado por atores e atrizes que nem sempre tinham seus nomes nos créditos dos filmes.

Nos últimos anos o Festival se reinventou novamente, sob a curadoria do diretor Sergio Sanz e do crítico e pesquisador Jose Carlos Avellar, Gramado vem se dedicando ao cinema autoral. Desta proposta surgiram homenagens à Julio Bressane e nesta edição à Ana Carolina. Os filmes selecionados são também o espelho deste conceito, seja nos documentários ou nas ficções, bem sucedidos ou não em suas propostas, os longas metragens que passaram nos últimos anos pela mostra competitiva do Festival são a tradução de um anseio autoral.

Em um momento em que o Brasil se mostra palco para dezenas de Festivais espalhados por todo o país, optar por um diferencial e um caminho particular é uma decisão sensata, vamos torcer para que ela leve bons filmes para a tela.

Por Roberta Canuto


REALIZAÇÃO
image
EQUIPE
REVISTA DO CINEMA BRASILEIRO é uma produção independente, em co-produção com a TV pública brasileira - TV Brasil, focada na diversidade do audiovisual brasileiro.
O seu programa de curtas na TV e na internet.


Desenvolvido por HERCULA