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Programa 64/774 – 27-08-11 (Reprise)
Ed Motta fala sobre sua relação musical com o cinema e a paixão pelas trilhas sonoras.
David Tygel apresenta sua visão sobre o processo criativo de um filme e como trabalha a trilha sonora dentro desta criação coletiva.
Destaques do programa Revista do Cinema Brasileiro nº 64/774 (11/02/2012 | REPRISE)
Programa - 17/727 - 14-08-10
REVISTA - Paulínia, um novo capítulo do cinema brasileiro!

É impressionante pensar que trinta longas metragens brasileiros foram realizados nos últimos três anos, e dez já se preparam para tal, através do edital de uma pequena cidade de cerca de oitenta e cinco mil habitantes no interior de São Paulo.

Paulínia é mesmo um fenômeno, de prosperidade econômica e melhor, de excelente uso dos recursos públicos. Em síntese, a cidade é o Brasil que da certo pelo menos neste aspecto, onde os recursos de arrecadação são usados em bens democráticos e salutares como a cultura.

O Pólo de Cinema de Paulínia nasceu do desejo da administração municipal da cidade de inovar. A construção de um centro de produção cinematográfica não era apenas uma atitude altruísta, a cidade compreendeu que isso era também um bom negócio, que poderia gerar empregos, formação de mão de obra, e é claro, um pouco de glamour e visibilidade.

Assim foi erguida uma estrutura impressionante, com estúdios imensos e bem equipados, foi construída também uma escola para a formação da mão de obra local. Para sustentar e justificar tamanho investimento criou-se os editais, que ajudaram a viabilizar dez longas por ano, desde 2007. A contrapartida das produções era usar a estrutura do Pólo e a mão de obra local, nada mais justo. Assim Paulínia se transformou nas ruas do Canadá, de Londres, de São Paulo, Rio de Janeiro, em locações rurais, urbanas e de época.

Por lá passaram produções como Ensaio sobre a cegueira, de Fernando Meirelles, Budapeste, de Walter Carvalho, Jean Charles, de Henrique Goldman, Salve Geral de Sergio Rezende, O Palhaço de Selton Mello e Proibido Proibir, de Anna Muylaerte.

O último edital disponibilizou 9 milhões de reais para dez produções, entre os projetos selecionados estão o longa de animação Lutas de Luis Bolognesi e O homem do futuro de Claudio Torres e Sala de Espera, de Lucia Murat.

Durante o ultimo Festival soube que já há técnicos de cinema que começam a se mudar para a região em busca de trabalho constante, afinal, em Paulínia o cinema brasileiro não para, ha sempre uma produção sendo rodada na cidade e na região.

Já houve outras tentativas de se criar uma indústria cinematográfica no Brasil, a Cinédia e a Vera Cruz são exemplos deste sonho que Paulínia parece começar a alcançar...

Por Roberta Canuto


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