Ele é sem dúvida um dos maiores nomes da literatura no mundo. O grande Jorge Amado será eterno não só pelos seus livros, mas também pelos filmes feitos a partir de sua obra. Ele é o segundo autor mais lido da literatura brasileira e também sucesso absoluto no cinema.
Não é por acaso que a maior bilheteria da história do cinema brasileiro é baseada na obra deste baiano genial. "Dona Flor e seus dois maridos", de Bruno Barreto, três décadas depois de seu lançamento, continua imbatível nas bilheterias brasileiras. E o triângulo vivido na década de 1970 por Sônia Braga, Jose Wilker e Mauro Mendonça deve voltar em breve numa refilmagem dirigida pelo próprio Bruno.
Além de "Dona Flor", Bruno Barreto levou para o cinema a história de Gabriela Cravo e Canela, no elenco ele contou mais uma vez com a beleza hipnótica de Sonia Braga e a presença especialíssima de Marcelo Matronianni.
O mestre Nelson Pereira dos Santos já adaptou duas vezes a obra de Jorge Amado para a tela grande, com 'Tenda dos milagres' e ' Jubiabá'.
Nos primeiros tempos da retomada, o cinema brasileiro também se rendeu aos encantos da Bahia de Jorge, e Cacá Diegues filmou em 1996 a sua versão de 'Tieta do agreste'; o filme começa com uma benção inesquecível do próprio Jorge Amado.
Agora, mais uma geração dos Amado se revela através da arte de contar histórias, só que desta vez através das imagens. Cecília Amado, neta do escritor, está adaptando para o cinema o romance "Capitães da areia", um dos mais populares do seu avô, já publicado em mais de cem edições, que venderam cinco milhões de exemplares. Cecília filmou em Salvador e se prepara para lançar em breve essa história de liberdade e amizade sobre crianças que cresceram nos portos e nas ruas da capital baiana.
Por Roberta Canuto



