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Programa 64/774 – 27-08-11 (Reprise)
Ed Motta fala sobre sua relação musical com o cinema e a paixão pelas trilhas sonoras.
David Tygel apresenta sua visão sobre o processo criativo de um filme e como trabalha a trilha sonora dentro desta criação coletiva.
Destaques do programa Revista do Cinema Brasileiro nº 64/774 (11/02/2012 | REPRISE)
Programa - 14/724 - 24-07-10
REVISTA - CINEMA BRASILEIRO COM PASSAPORTE INTERNACIONAL

Até 2003 o Brasil realizava em média cinco filmes em parcerias com outros países, hoje este número já passa de trinta co-produções ao ano.

São várias as possibilidades de se estabelecer uma parceria internacional, seja ela bi ou multilateral. A formatação de uma política pública e a criação de entidades que regulamentem este trâmite foi fundamental para que estes números crescessem na proporção que cresceram.

Hoje, os produtores que desejem buscar parcerias fora do Brasil, podem encontrar um quadro significativamente mais organizado e consolidado do que havia há dez anos.

A criação do Cinema do Brasil, www.cinemadobrasil.org.br entidade que cuida das relações internacionais do audiovisual brasileiro, foi uma iniciativa vital para a criação de estratégias e ações de expansão do nosso cinema no mundo. Suas atividades vão desde organização de encontros internacionais sobre parcerias no Brasil, como cursos de capacitação e apoio de logística às produtoras, e também montagem de stands que representem o cinema brasileiro em grandes mercados internacionais, como Cannes e outros.

O Cinema do Brasil foi criado pelo SIAESP - Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo e financiado pela APEX-Brasil - Agência de Promoção de Exportações e Investimentos e pelo Ministério da Cultura. Uma tentativa de alinhar a elaboração de políticas públicas mais eficientes e de dar suporte à empreitadas individuais das produtoras associadas.

Hoje o Brasil tem acordos já sacramentados com cerca de dez países. Cada parceria é regida por uma série de singularidades, dependendo do país, da produtora e das regras do acordo. Por ser um trâmite que envolve “produto” e “mercado” estrangeiro, as negociações passam também pelo Ministério das Relações Exteriores. Ou seja, é um caminho complexo ainda, mas que tende a ser cada vez mais fértil e simplificado.

Mas apesar dos números expressivos - segundo o site do Cinema do Brasil, o nosso audiovisual, incluindo a publicidade, movimenta por ano cerca de dois bilhões de reais – o lucro mais interessante desta história é de fato a imagem que o Brasil cria de si no mundo. Afinal, o planeta inteiro sabe que o cinema americano ajudou a desenhar a imagem que a América consolidou no pós-guerra. Cinema não é só indústria porque vende ingressos, ele é indústria porque vende muito mais.

Apesar de o nosso cinema ter conquistado visibilidade e prestigio com filmes premiados em grandes festivais ao redor do mundo, ainda temos uma cinematografia frágil diante do mercado interno e externo. E a conquista de mercado tem sido uma das argumentações mais fortes das parcerias entre diferentes países.

A mítica tentativa de se quebrar a hegemonia do cinema norte americano tem sido uma das razões que estabelecem alianças inéditas entre o cinema brasileiro e países de todos os continentes. Além é obvio de se cavar mais uma fonte de financiamento e uma imensa janela de exibição.

Festivais como o Cinesul, aqui no Rio, e o FAM em Florianópolis, são eventos atentos à esta grande rede de parcerias, fazendo do Brasil o palco para grandes acordos diplomáticos que tem em pauta: o cinema!

Por Roberta Canuto


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