A obra de Domingos Oliveira é um livro de revelações de sua vida, onde arte e trajetória pessoal são uma coisa só, todos afluentes de uma mesma torrente criativa que ele despudoradamente, e para o nosso deleite, deixa fluir na tela, no palco e na TV.
Em Todas as mulheres do mundo, filme emblemático de sua trajetória, ele exorciza a dor da perda do amor incurável por Leila Diniz em um exercício confessional. A arte no caminho da sublimação amenizando as tragédias íntimas.
Em seus outros trabalhos, na tevê, no teatro e no cinema, podemos encontrar Domingos. Seja em diálogos brilhantes, em alter-egos certeiros ou simplesmente na atmosfera sofisticada e inteligente que os seus trabalhos exalam.
Na trilogia Amores, Separações e Feminices a vida pessoal ou filosófico intelectual de Domingos mais uma vez se abre para o público. A relação com o amor, a família, as perdas e ganhos são combustível para entendermos as suas ricas reflexões sobre a existência à dois, à três ou, se preferir, só.
O belíssimo longa-metragem Juventude é uma ode à vida e à amizade, lindo tributo à verbos que realmente importam: compartilhar, dividir e somar. Tudo da forma mais interessante possível, sem benevolências politicamente corretas, com o humor e a inteligência que a vida merece.
O texto da série Anjos do Sexo, que a Bandeirantes exibirá em forma de série, foi baseado no espetáculo Todo Mundo tem problemas sexuais. Mais uma vez Domingos Oliveira divide com o público o seu repertório de sabedoria humana, reafirmando o que ele uma vez me disse em entrevista: O que importa é o amor, guerras, conquistas e revoluções foram feitas em nome dele. Mais uma vez ele sabiamente estava certo...
Por Roberta Canuto






