Nada melhor que a obra do grande artista mineiro Éder Santos para falarmos de um audiovisual múltiplo que não cabe em nenhum tipo de rótulo. O que ele faz é videoarte ou é cinema? Ele diz que o melhor mesmo é ser livre, é o que a gente pode perceber em uma visita que fizemos à exposição “Roteiro Amarrado”, que reuniu dez anos da trajetória do artista.
A exposição reuniu trabalhos que estão em exibição permanente no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque e no Centro George Pompidou de Paris. Segundo o artista, o nome da exposição vem justamente do fato dele conseguir reunir boa parte de sua obra como se construísse um roteiro de sua carreira na última década.
O barroco e o oriental são apenas algumas das influências que fazem a obra de Éder Santos ser profundamente particular, levando-o a conquistar o mundo com uma arte tão livre, que nunca pode ser rotulada.
Um dos pioneiros do vídeo e da videoarte no Brasil, Éder vem influenciando várias gerações de diretores, que fazem do cinema e do vídeo um território híbrido para a invenção. Depois de filmar seu primeiro longa ‘Enredando as pessoas’, Éder se prepara agora para uma nova experiência no cinema com o filme “O deserto azul”, uma ficção científica feita de pura experimentação.





