Sábado às 20h30, com reprise
na terça à 1h na TV Brasil
(Canal 2, 18 NET, 116 SKY)
DIRETO DO TWITTER: 

Programa 64/774 – 27-08-11 (Reprise)
Ed Motta fala sobre sua relação musical com o cinema e a paixão pelas trilhas sonoras.
David Tygel apresenta sua visão sobre o processo criativo de um filme e como trabalha a trilha sonora dentro desta criação coletiva.
Destaques do programa Revista do Cinema Brasileiro nº 64/774 (11/02/2012 | REPRISE)
Programa - 05/715 - 22/05/10
REVISTA - Selo de qualidade com sotaque pernambucano

O que Recife tem que não se repete? Porque a cidade é dona de um movimento musical e cinematográfico tão particular? Perguntei isto uma vez ao diretor Claudio Assis e ele me disse que a culpa era do coentro, já Lírio Ferreira e Lenine me deram a mesma resposta, mais ou menos assim: Em Pernambuco nada se repete, nem as dez letras da palavra...

O fato é que independente de qualquer explicação, metafísica, cultural, nonsense ou acadêmica, a cidade tem uma efervescência única, uma pulsação que se multiplica em novos filmes, novas músicas e clássica literatura, tudo com um acento inconfundivelmente ousado e contundente.

O programa desta semana fez um passeio pela produção cinematográfica da capital pernambucana, que nasceu pouco tempo depois da chegada do cinema no Brasil, na época dos Ciclos Regionais. E se reinventou ao longo do tempo, se renovando em gerações que já nos apresentaram cineastas como Alberto Cavalcanti, Lírio Ferreira, Claudio Assis, Paulo Caldas, Marcelo Gomes, Adelina Pontual, Kleber Mendonça, Camilo Cavalcanti e a novíssima safra, já premiada em filmes de diretores como Tião e Marcelo Lordelo.

Quando o bando de Lampião de O Baile Perfumado, de Paulo Caldas e Lírio Ferreira tomou o Brasil de assalto, pudemos sentir a força daquele filme que se impunha cheio de personalidade diante de um cinema brasileiro que tateava nas escuras vias da recém retomada. Aquela fita meio mangue, meio beat, meio tudo era puro cinema. E o cangaço, que já fora o nosso passaporte para o mundo em filmes como O Cangaceiro, de Lima Barreto e Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber, mais uma vez mostrava que podia ser novo e transformador, mesmo contando uma história que não era nova.

Depois vieram: Amarelo Manga, Cinema Aspirinas e Urubus e uma sucessão de filmes em curta e longa-metragem que revelavam uma boa dose de inquietação criativa. Fazendo de Recife uma espécie de selo de qualidade estética.

Uma feliz conspiração dos astros? Um acordo entre uma geografia própria e uma herança cultural cheia de misturas? Talvez os dois... Mas o que importa não são as razões da genética deste cinema e sim uma reflexão sobre a sua importância.

Por Roberta Canuto


REALIZAÇÃO
image
EQUIPE
REVISTA DO CINEMA BRASILEIRO é uma produção independente, em co-produção com a TV pública brasileira - TV Brasil, focada na diversidade do audiovisual brasileiro.
O seu programa de curtas na TV e na internet.


Desenvolvido por HERCULA