Sábado às 20h30, com reprise
na terça à 1h na TV Brasil
(Canal 2, 18 NET, 116 SKY)
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Programa 89/799 – 18-02-12
Revista conversa com o diretor de “As Batidas do Samba” – Bebeto Abrantes.
Maria Luisa Mendonça no estudio bate um papo com o diretor Luiz Guimaraes de Castro, o Mineiro.
Destaques do programa Revista do Cinema Brasileiro nº 89/799 (18/02/2012).

Programação

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Programa 81/791 – 24-12-11
Revista mostra a presença do Índio no Cinema Nacional
Programa deste sábado fala sobre filmes com foco na cultura indígena e mostra como os realizadores que vêm das aldeias estão construindo novas visões do índio brasileiro

Já no início do século passado, quando o cinema brasileiro ainda dava os primeiros passos, filmes de temática indígena já eram produzidos por nós e pelos estrangeiros. Hoje, o índio continua nas telas e vem também conquistando seu lugar atrás das câmeras. No Revista do Cinema Brasileiro deste sábado, o público vai se aproximar da cultura destes povos que descobriram o Brasil muito antes dos europeus.

Alguns dos principais registros fotográficos e cinematográficos dessas comunidades foram realizados durante as primeiras expedições da Comissão Rondon. A história dos irmãos Claudio, Orlando e Leonardo Villas-Boas, que durante 40 anos percorreram a mata e desbravaram um pedaço enorme de Brasil, agora é contada no filme Xingo, de Cao Hamburger, que estreou no 8º Amazon Film Festival. O diretor conta no programa detalhes das filmagens e os desafios de gravar em locações distantes.

Esta edição traz também uma reportagem sobre os filmes de cineastas indígenas que lançam a cultura das tribos para a aldeia global. A equipe esteve no Amazon Film Festival para conferir a exibição dos curtas-metragens Ser ou Não Ser, de Leo Mura, e Wayná: Lágrimas de Veneno, de Junior Rodrigues.

O diretor indígena Zezinho Yube fala no programa sobre o grafismo Kene, desenhos que reproduzem os animais, os homens e a natureza nas pinturas corporais e nas tramas de algodão, objeto de pesquisa do pai, o professor e escritor Joaquim Maná. O estudo deu origem à narrativa do filme Kene Yuxi, as voltas do Kenê, que mantém viva as tradições do seu povo.

No estúdio, Maria Luisa Mendonça bate um papo com Patrícia Monte-Mór, antropóloga e idealizadora da Mostra Internacional do Filme Etnográfico. Patrícia fala sobre o surgimento da Mostra, que chega a sua 15ª edição e se consolida como um espaço para reunir filmes nacionais e estrangeiros com o objetivo de valorizar a diversidade cultural dos povos. A convidada ainda dá sua opinião sobre a importância do cinema para a cultura indígena e como ele pode ajudar na divulgação das questões desta sociedade.

Uma polêmica recente que envolve povos do Xingu gira em torno da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. O documentarista Damiá Puig propõe uma reflexão sobre os impactos ambientais e culturais na região ao reunir relatos de ribeirinhos, agricultores, indígenas e especialistas no filme A Margem do Xingu – Vozes Não Consideradas. Em uma entrevista para o programa, o diretor faz suas observações sobre o tema e revela como foi o processo de realização do documentário.

Quem também estará nesta edição do Revista é o polêmico cineasta Neville D’Almeida, de A Dama do Lotação. O diretor vai falar sobre sua experiência de 10 dias em uma aldeia Caiapó, no Pará, onde registrou o ritual de iniciação social de um menino indígena. O trabalho, feito com pequenas câmeras digitais, para não interferir na harmonia dos caiapós com a natureza, deu origem a Verde Moreno, vídeo de cinco minutos, que foi exibido na Bienal de Veneza de 2011.

O programa ainda exibe uma reportagem sobre o projeto de documentação audiovisual de línguas indígenas, que está sendo realizado pelo Museu do Índio, no Rio de Janeiro, com o apoio da Funai e da Unesco. O objetivo deste trabalho é gerar arquivos mutimídias, que ficarão disponíveis para a população, documentando línguas nativas que correm sério risco de desaparecimento.

Horário: Sábado às 20h30, com reprise na quinta à 1h da manhã na TV Brasil (canal 2, 18 NET, 116 SKY).
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A Revista do Cinema Brasileiro é um canal aberto para quem quer conhecer e refletir sobre o audiovisual feito no Brasil, através da cobertura dos principais eventos e festivais de cinema do país, de entrevistas e matérias sobre filmes em produção, lançamentos e visitas aos sets de filmagem, mostrando em primeira as novidades que se preparam para chegar às telas. Idealizado em 1995 pelo diretor e produtor Marco Altberg, com o objetivo de dar atenção à retomada do cinema nacional - comprovada em filmes como Carlota Joaquina, de Carla Camurati, e O Quatrilho, de Fábio Barreto -, a Revista do Cinema Brasileiro conquistou audiência e fãs de todas as idades dedicando-se a falar na TV do cinema feito no Brasil.

Hoje, é uma vitrine permanente para as produções audiovisuais de todo o País. A partir da nova temporada, iniciada em 2010, a Revista do Cinema Brasileiro tem revelado a revolução que as novas tecnologias provocaram no universo da imagem em movimento, levando ao público o melhor da produção feita para celulares e web, conhecidos como "quarta tela" e conectando o telespectador às múltiplas formas do audiovisual como o videoarte, game, convergência de mídias, novas linguagens e formatos.

Com esta mudança, o programa ganhou também um site interativo, onde o público e colunistas convidados podem expressar o seu olhar sobre o audiovisual brasileiro.

Durante dezesseis anos, que soma quase oitocentas edições no ar - um recorde para uma produção independente na TV aberta que se dedica exclusivamente ao cinema brasileiro - o programa foi apresentado pela atriz Julia Lemmertz, que ao longo desta jornada se tornou uma espécie de embaixatriz do nosso cinema na telinha. Recentemente a Revista do Cinema Brasileiro está de alma nova, a atriz Maria Luisa Mendonça é a nossa nova apresentadora, uma missão que soma sua sensibilidade e talento ao entusiasmo de levar ao público a paixão que move as engrenagens do nosso cinema.

Amantes da imagem em movimento, sejam bem-vindos à Revista do Cinema Brasileiro!

Sábados às 20h30, com reprise nas terças à 1h da manhã.

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