Quartas, às 24h, na TV Brasil
(Canal 2, 18 NET, 166 SKY)
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Assista aqui o último programa na íntegra!
Natália Lage entrevista o documentarista, roteirista, diretor e montador Pedro Asbeg.
19-04-11
COLUNISTA CONVIDADO - Helena Solberg, diretora


Palavra (En)cantada

“O filme construiu seus fundamentos baseado em 18 entrevistas que fizemos com músicos, poetas, compositores e pensadores que ofereceram suas idéias e opiniões sobre a trajetória da música popular brasileira nas últimas seis décadas. São artistas e criadores cada um com um processo individual muito especial. Todos nos revelaram suas descobertas através da literatura e da poesia que eventualmente foram fonte de inspiração em seu processo criativo.

Para nossa de pesquisa tivemos como coordenador o Prof. Julio Diniz, Diretor do departamento de letras da PUC e seus colaboradores Heloisa Tapajós e Frederico Coelho. Além dos poetas e compositores, considero o que chamo dos nossos “gurus” que iluminaram com suas idéias o projeto: José Miguel Wisnik, Antonio Cícero e Luís Tatit, entre outros.

Wisnik considera o fato de o Brasil não ser uma cultura, por assim dizer, “letrada” e, sim, muito mais oral que compensamos o que poderia ser uma deficiência passando muito diretamente dos meios orais para o rádio e a televisão, para os meios audiovisuais. A música popular brasileira tem um papel muito importante de manter viva a literatura com a qual ela dialoga. Começamos com um conceito e ao longo do fazer fomos descobrindo outros caminhos.

Marcio Debellian, um amigo, me procurou com a proposta de tentarmos fazer um documentário sobre a relação entre música e poesia no Brasil. Este projeto marca o encontro de três linguagens diferentes e de certa forma complementares: o cinema, a literatura e a música. Como promover o ‘diálogo’ destas três formas de expressão na narrativa do filme foi um grande desafio.

É muito curioso que, com um certo distanciamento, vejo que o Palavra (En)cantada segue uma linha que tenho perseguido em meus outros trabalhos: focalizar personagens que possam iluminar com suas memórias e impressões questões que têm a ver diretamente com nossa identidade traçando um mapa dos valores sociais pelos quais nos pautamos. Acho que o filme, mais do que sobre a música e a literatura, é um olhar abrangente sobre nossa cultura.

A literatura foi essencial para a minha formação. Fiz a faculdade de Neolatinas na PUC. Quando entrei eu vinha de muitos anos de colégios franceses onde fui fortemente exposta à literatura francesa. A universidade é onde descubro a riqueza da nossa literatura (incluindo a Latino Americana) e isso foi um deslumbramento para mim. A literatura cria imagens dentro de nós que pertencem só a nós mesmos. Seria como um arquivo privado que consultaríamos o resto da vida. Erza Pound disse: ‘A função da literatura é nutrir de impulsos’.”


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Helena Solberg, diretora
No mercado de cinema e TV há mais de 20 anos, Helena Solberg recebeu o Prêmio de melhor direção de documentário por Palavra (En)cantada no festival do Rio de 2008. Dirigiu o longa-metragem Carmen Miranda: Bananas Is My Business, filme que mistura documentário e ficção, lançado em 1995. Entre outros prêmios, o filme saiu vitorioso do Festival de Havana e de Uruguai. Foi convidado para mais de 35 festivais de cinema internacionais, e foi transmitido nacionalmente nos EUA em rede de televisão. Helena Solberg também dirigiu vários filmes para HBO, PBS (EUA), Channel 4 Television (Inglaterra), Radiotelevisão Portuguesa (RTP), Corporation for Public Broadcasting, National Geographic Television e National Film Board of Canadá. O documentário From the Ashes... Nicaragua Today ganhou o prêmio “National Emmy Award,” e entre seus outros filmes, Home of the Brave, The Double Day, Simplesmente Jenny, e The Emerging Woman também ganharam vários prêmios em festivais de cinema internacionais. Vida de Menina foi seu primeiro longa de ficção.

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