Estamos vivendo um momento mágico na forma de produzir e consumir conteúdo áudio visual. A TV tradicional deixa de ser a fonte majoritária de informação para a família brasileira e abre espaço não somente a Internet, mas principalmente para o celular.
Algumas adaptações tornam-se necessárias uma vez que o conteúdo será consumido em uma tela pequena, com áudio sofrível, mas com um importante diferencial: total privacidade. No SEU celular você só assiste ao que VOCÊ quer, sem dividir com ninguém e na hora que você quiser. Na fila do banco, na espera do vôo atrasado, no ônibus ou em qualquer lugar, afinal nos tornamos viciados da companhia do pequeno aparelho e nos sentimos nus quando saímos de casa sem ele. Nós mortais dormimos a noite, mas o nosso “fiel escudeiro” fica o tempo todo ligado para podermos estar conectados mesmo nos nossos sonhos.
Twitter, Facebook, Orkut, tudo ao mesmo tempo agora, no meu celular; este é o lema da sociedade moderna.
A compreensão deste comportamento e a adaptação de conteúdos à tela e ao orçamento compatível ao novo meio de exibição, representam os maiores desafio dos produtores dos dias de hoje. O que funciona e o que não funciona ninguém tem certeza, vale pensar fora da caixa e inovar!
O interessante é que jovens talentos e profissionais experientes estão em pé de igualdade para matar esta charada. Os jovens são os mais consumistas do novo meio e tem menos resistência às tecnologias e suas inovações. Os mais experientes, trazem uma enorme bagagem nas costas, mas deparam-se com a ruptura da técnica perfeita e dos padrões de roteiro e exibição. O que importa é conseguir impacto, emoção, passar uma boa idéia, enfim, contar uma história em um micrometragem.
Neste contexto, o Cel.U.Cine contribui para este novo e fascinante universo. Em sua terceira edição e em ano de Copa do Mundo, o festival tem como tema “O Mundo é uma Bola- Vivemos em Círculos”, juntando a maior paixão do brasileiro com o fascínio deste mundo convergente. Muitas produções devem explicitamente falar da paixão pelo futebol, mas qualquer outra mensagem que toque o coração não estaria fora, pois nada toca mais o nosso coração do que ver a seleção entrar em campo para dar seu show.
Difícil vai ser julgar tantas idéias, analisando o que é aceitável em termos de técnica em produções que vão de apenas trinta segundos a no máximo três minutos. É um novo mundo onde o tempo fica cada vez mais raro e a tendência é que a gente queira se divertir e se informar em um vídeo de micrometragem, não é mesmo? Então bem vindos ao presente, bem vindos ao Cel.U.Cine.
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Adriana Alcântara |



