Quartas, às 24h, na TV Brasil
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Assista aqui o último programa na íntegra!
Natália Lage entrevista o documentarista, roteirista, diretor e montador Pedro Asbeg.
11-08-11
COLUNISTA CONVIDADO - Solange Lima


A nova ordem do audiovisual

Como presidente da ABD Nacional, e tendo dado inicio ao projeto “Curta em Todas as Telas”, quero me congratular com esta brilhante iniciativa que é o CEL.U.CINE e, em especial, à idéia brilhante de atrelar ao projeto grandes nomes do nosso cinema, o que só fortalece o filme curto e prova que, sim, o curta tem mercado.

Há uma nova ordem se instalando no audiovisual em todo o mundo e a forma de registrar a realidade é cada vez mais dinâmica e criativa, comportando vários formatos. É preciso adotar e fortalecer políticas e iniciativas, a exemplo do DOC TV, que fez desfilar em horário nobre a diversidade cultural do nosso país através de documentaristas de todos estados. É Preciso fortalecer a identidade cultural do nosso povo, que hoje assume, ele mesmo, em todas as regiões, escolas e aldeias, nos pontos de cultura e nas comunidades, cidades e rincões, a tarefa de registrar suas próprias imagens, numa prova de que o ato de documentar não tem limites. E a implantação da banda larga nos obriga a pensar em novas alternativas para a democratização dessas imagens e para o fortalecimento dessa atividade.

A ABD Nacional acaba de implantar o Dia do Documentário, que será comemorado todos os anos no dia 7 de agosto, dia do Aniversário do Olney São Paulo, uma das estrelas do nosso cinema que a ditadura tentou apagar. A iniciativa se deu por entendermos que o cinema nasceu documentando o cotidiano, a vida, já que o documentário foi o responsável pelo registro das primeiras imagens do cinema. E o filme documentário tornou-se muito mais do que um registro imediato dos fatos. Ele é testemunha da História e também uma forma de expressão artística, maneira de ver o mundo. Por isso acredito que quanto mais documentaristas estiverem em atividade, mais riqueza de informações teremos, pois cada novo documentário nos traz uma leitura diferenciada. Ele é ferramenta de resgate, denuncia ou afirmação e hoje se impõe a cada dia na medida em que a maioria dos canais de TV e as novas janelas se abrem para este formato, seja de curta, media ou longa duração.

O Dia do Documentário foi pensado no sentido de destacar a importância desse gênero, fortalecer o seu papel junto à sociedade e estimular a sua visibilidade, bem como de resgatar a obra dos documentaristas que foram esquecidos. A ABD entende que a criação dessa data comemorativa é uma forma de reunir os diversos agentes envolvidos na produção e difusão de documentários e gerar debates e novas proposições para o setor, firmando-se, assim, como um evento de forte integração e enriquecimento sócio-cultural.

Sendo assim, vejo o CEL.U.CINE como uma iniciativa no mesmo sentido da ação da ABD, pois tudo pode ser documentado em curtos momentos e explodir nas telas deste festival que veio para ficar. Para mim o CEL.U.CINE também veio para mostrar que existem oportunidades e soluções fantásticas para a linguagem neste novo mundo que se apresenta diante de nossos olhos. Acredito que ele deva ser multiplicado pelo País, possibilitando que vários estados tenham a chance de convidar os seus veteranos e a juventude para travar um saudável duelo de novas idéias, onde a experiência e o experimental se misturem, transformando esse evento num mar de imagens plurais da nossa cultura, beleza e diversidade.

Vida longa ao Dia do Documentário, que ele provoque novas reflexões, novas propostas, novas formas de documentar e registrar novas e antigas histórias para todos nós!

Vida longa ao CEL.U.CINE, que ele provoque em todos nós a vontade e a certeza de que filmar é a pura forma de registrar em movimento nossas idéias e nossa pluralidade, seja em filmes curtos ou longos, de ficção, animação ou documentais.

Solange Lima
Presidente da ABD Nacional


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Solange Lima
Solange Lima vem atuando com produções desde 1992 quando trabalhou na Truq Cine TV e Vídeo. Em 1996 sai para rodar o Filme “Tieta” de Cacá Diegues e logo depois abre a sua produtora Araçá Azul onde produziu vários vídeos e curtas e longas-metragens. Vem atuando na articulação da política cultural do audiovisual como Conselheira da Associação Baiana de Cinema e Vídeo – ABCV/ABD-Ba; é Presidente da Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas - ABD Nacional, Diretora de Comunicação da Associação de Produtores e Cineastas de Longa Metragem do Norte Nordeste - APCNN e Conselheira do Congresso Brasileiro de Cinema – CBC. Nos últimos 8 anos com dedicação exclusiva à militância nacional, sendo 2 como Diretora de Comunicação, 2 como Diretora de Regionalização e os 4 últimos anões como Presidente da Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas – ABD Nacional, entidade existente nos 26 estados brasileiro e o DF; onde indicada e exerceu cargos no Conselho Superior de Cinema – CSC e o Conselho Nacional de Políticas Culturais – CNPC e Conselho Consultivo da SAV. A sua produtora, Araçá Azul, em co-produção com uma produtora carioca produziu o seu primeiro longa-metragem “Brilhante” de Conceição Senna em 2002. Em 2005 a produtora foi contemplada com o longa-metragem “Estranhos”, que deverá ser lançados em novembro 2011. Nesse momento encontra-se também com mais 2 filmes para distribuição no mercado:Os Filme “Jardim das Folhas Sagradas” de Pola Ribeiro e “Capitães da Areia” de Cecília Amado; os dois são Co-Produção da Araçá Azul.

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