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Natália Lage entrevista o documentarista, roteirista, diretor e montador Pedro Asbeg.
17-06-11
COLUNISTA CONVIDADO - Noa Bressane


Belair

A Belair foi feita como expressão de uma época e contra uma época.

O filme Belair, não.

Anjo e Mulher de Todos. Afecção mútua. Dois filmes em pólos paralelos. Admiração mútua. Admiração artística. Próximo na sensibilidade e na intuição. Foi afecção entre o Anjo e a Mulher de Todos.

Belair, o filme, meus olhos tentam enxergar 41 anos depois, o período desta ruptura cinematográfica, capitaneada por um de meus afetos mais sublimes, e que agora vai ser trazido, a tona, por mim.

Julio e Rogério, cineastas visionários, apaixonados por cinema. Cinema é vida!

O cinema é personagem principal da minha estória, desde as minhas primeiras claquetes, dos pêssegos lambuzando meus dedos em Brás Cubas e do desempenho de diretora assistente na Erva do Rato. Mas agora, o Cinema, é meu objeto de observação . Todo aparato cinematográfico engendra o estilo. O cinema da Belair, da invenção, não encontrada nos documentos da sua época. Da imagem produzida a partir do inconsciente do seu tempo.

Um barco adentra a baia de Guanabara. O vento sopra de uma pátria cinematográfica distante. Um feixe de luz, rasga a tela. O cinema experimental pede anistia!

FAMILIA DO BARULHO, COPACABANA MON AMOUR; CARNAVAL NA LAMA; BARÃO OLAVO, O HORRIVEL; CUIDADO MADAME; SEM ESSA ARANHA; MISS E O DINOSSAURO.

7 filmes em 4 meses, minha mãe, já tinha me dito muito bem. Vida curta da Belair. Fulgurante, mas breve.

Isso foi algo dominante, fazer da produção a própria criação do filme.
O design da produção já era inventiva. Já era uma novidade.
No momento nada convidava, nada apontava para isso. Produção contra o tempo e contra nós mesmos.
Produção de filme que inclui a autotransformação. Tipo de designer de feitura. Produção de uma coisa que é auto. Cinema de Rogério que vinha de 2 filmes com força popular e bilheteria.
Cinema popular sofisticado.
Belair como carro Chevrolet rabo de peixe. Coisa americana luxuosa. Antífrase dessa produção Holl.
A memória da Belair era sofisticada com muita coisa mesmo. As imagens da Belair são uma memória inconsciente do tempo.


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Noa Bressane
Noa Bressane 30 anos, é natural do Rio de Janeiro. Iniciou a carreira no cinema com Julio Bressane, seu pai, aos 11 anos. Na TV, é diretora da Rede Globo de Televisão, onde atua no departamento de teledramaturgia desde 1999. Atualmente desenvolve seu segundo filme, “Aspero, magro e soez” uma recriação da lenda do Billy the Kid.

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