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Alô, Alô Unidos da Piedade!! Bate forte no peito, deixa o samba “arrupiar”!!!!!!!!!
O “grito de guerra” em questão é da mais antiga escola de samba da cidade de Vitória, no Espírito Santo. Isso mesmo! Existe desfile de escola de samba fora do eixo Rio x São Paulo. E dos Bons!! Cresci com esse grito no peito e no coração. Morei ao pé do morro da Fonte Grande onde aconteciam, ainda na rua de paralelepípedos, os ensaios da bateria da escola. Fevereiro, portanto, para mim é tempo de festa, de carnaval, de samba!!! Mas principalmente de arte!! E viver tão cedo essa magia lúdica que as escolas de samba imprimem, impõem aos nossos olhos, ouvidos e mentes me fez notar com mais atenção a arte e a tudo que envolve as manifestações de estéticas, emoções e idéias. Não há como passar pelo samba, pelo bailar das mulatas e mulatos, pelas cores e brilhos das fantasias, pela poesia dos enredos, pelas histórias ali tão presentes em brancas páginas, ou melhor, em brancas imagens. E foi nesse caminhar que me deparei com a mistura de duas artes tão distintas e ao mesmo tempo complementares.
Reflexo da história de um povo e arte das mais populares há décadas o cinema também se rendeu ao carnaval, tema ou pano de fundo recorrente em ficções e documentários que vale a pena serem vistos ou mesmo revistos, como: Favela dos Meus Amores de Humberto Mauro (1935); Alô, Alô Carnaval de Adhemar Gonzaga (1936), Carnaval Atlântida de José Carlos Burle (1952), É de Chuá de Victor Lima (1958), Orfeu do Carnaval de Marcel Camus (1959), Noel por Noel de Rogério Sganzerla (1981), Orfeu de Cacá Diegues (1999), Ódique de Felipe Joffily (2004), Mulheres do Brasil de Malu De Martino (2006); Ó Pai, Ó de Monique Gardenberg (2007), O Samba que mora em Mim de Geórgia Guerra-Peixe (2010) e As Batidas do Samba de Bebeto Abrantes (2010). Isso para citar somente alguns.
É a velha história musicada de nosso saudoso Dorival Caymmi: “quem não gosta de samba bom sujeito não é. É ruim da cabeça ou doente do pé. Eu nasci com o samba no samba me criei e do danado do samba nunca me separei.
Geovana Cypreste








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