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“Cinema é como um sonho, como uma música. Nenhuma arte perpassa a nossa consciência da forma como um filme faz; vai diretamente até os nossos sentimentos, atingindo a profundidade dos quartos escuros da nossa alma.”
A citação do dramaturgo e cineasta sueco Igmar Bergman talvez nos faça entender porque as chamadas "Crises Existenciais" estão sempre presente na cinematografia nacional e internacional. Não importa a idade, o sexo, a cor, o país, o fato é que todos nós vivemos momentos de caos, dúvidas, medos, questionamentos quanto ao que somos, para onde vamos, o que realmente queremos, se deveríamos tomar um caminho ou talvez dar passos para trás.
Entrar em contato com elementos tão nossos, tão pessoais, talvez se faça de forma mais branda e ao mesmo tempo direta através de um espelho tão especial quanto o cinema muitas vezes se apresenta. E se a “crise existencial" é assim tão inevitável e ao mesmo tempo necessária, mas nem sempre encarada de forma tão simples, nada mais natural e prazeroso que as artes ofereçam um caminho alternativo, mais tênue, para o autoconhecimento.
Geovana Cypreste








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